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EM BUSCA DO EU - UMA JORNADA INTERIOR

AS MUDANÇAS SUTIS DA ERA DE PEIXES PARA A ERA DE AQUÁRIO A NÍVEL COLETIVO

 

Para Jung o ponto vernal da precessão tinha alcançado o segundo peixe (da Constelação de Peixes) no século XVI, isso simbolizaria, dentre outras, uma mudança de percepção na mentalidade daquela Época (que se iniciara bem antes, no início do século XI), Jung faz referência aqui a "Era do Espírito".

  

"O ponto de intersecção da eclíptica com o meridiano do segundo peixe (ou de sua cauda) cai aproximadamente no século XVI que, como se sabe, é sumamente importante para a história de nosso símbolo no Ocidente." - Aion 

 

 

No início do Século XI começou um movimento chamado "movimento do Espírito Santo" um abade chamado Joaquim de Fiore falava do advento de uma nova era, a Era do Espírito, a era do Evangelho eterno. Segundo Jung foi uma época assinalada por uma instabilidade espiritual, por heresias revolucionárias e pela fundação das Ordens medicantes (o monaquismo - um modo de vida religioso no qual se renunciava às atividades mundanas para se dedicar totalmente às atividades espirituais). 

 

Para Jung a era do monaquismo ou reinado do Espírito Santo era uma nova disposição (do Inconsciente Coletivo para o Consciente Coletivo) que aparecia primeiramente como um estado preparatório mais ou menos latente, ao qual só depois se segue a frutificação, a florescência.   

  

Na época de Joaquim este florescimento ainda não tinha começado, mas era possível observar um estado de inquietação e um movimento extraordinários e largamente difundidos dos ânimos. Todos sentem essa agitação do vento do Pneuma.  

  

Era com efeito, uma época de ideias novas, e em parte inauditas, que se difundiam por toda parte, por exemplo: nos movimentos Cátaros, dos Potarinos (ele cita vários outros movimentos aqui) - A principal característica nesses movimentos eram as experiências com o inconsciente, ou em outras palavras, com as profundezas da alma, e isso era sentido como Revelação do Espírito Santo. Através de um autor contemporâneo que descreve o que estava acontecendo de fato naquela época, podemso ter uma noção de quais eram as concepções que estavam sendo geradas. 

  

O referido trecho diz o seguinte: "Acreditam também que são Deus por natureza, sem distinção... e que são eternos, não precisam de Deus nem da divindade, eles se denominam irmãozinhos e são o próprio Reino dos Céus. Dizem também que são imutáveis na rocha nova; que não se alegram com nada, nem se perturbam com coisa alguma. E que o homem tem mais obrigação de seguir os impulsos interiores do que a verdade do Evangelho que é pregado todos os dias. Dizem que muito do que há aí (no Evangelho) são invenções que nada tem de verdadeiro." 

  

Jung diz: Em vez de muitas citações, creio que bastam estas poucas frases para caracterizar a "mentalidade reinante nestes movimentos". Ou seja, era uma mudança de mentalidade que começava a surgir. Jung comenta ainda : "A numinosidade desse sentimento (pois Joaquim se sentia impulsionado e apoiado por uma corrente universal daquela época, que considerava como uma revelação do Espírito Santo) era acentuada pela coincidência cronológica (sincronicidade) com o início da esfera do peixe anticristo. 

  

Para Jung o ponto vernal da precessão tinha chegado no segundo peixe  (já que estamos na era de peixes desde mais ou menos o ano 7 a.C cujo começo se deu com o ponto vernal no primeiro peixe, para ele o ponto vernal no primeiro peixe representa Cristo, e o segundo peixe o seu oposto - o Anticristo). Vale lembrar que o Anticristo era visto como algo oposto à dominante consciente reinante até então.

  

Em seu livro Aion Jung continua: "Inconscientemente, porém, Joaquim poderia estar possuído pelo arquétipo do Espírito, e isto é psicologicamente o mais provável. Não há dúvida de que ele se fundamenta em uma experiência vital numinosa, que é característica de todos aqueles que foram tomados por um arquétipo." 

  

É importante ressaltar que logo apareceram outros com o mesmo estilo, ou melhor dizendo, com concepções acerca de um entendimento e compreensão mais profundada da alma (o Inconsciente Coletivo - é óbvio que naquela época, as profundezas da alma não eram conhecidas como inconsciente, mas como uma instância ou um "além do eu" e por isso mesmo eram projetadas em expressões metafísicas). 

 

Muitos naquela época começaram a ser influenciados pelas experiências com o inconsciente, muitos beberam da fonte que jorrava das profundezas inauditas da alma humana. 

  

Jung comenta: "Na época subsequente, os efeitos do movimento do Espírito Santo se fizeram sentir sobretudo mediante quatro inteligências de primeira grandeza: Alberto Magno (1139- 1280); seu discípulo Tomás de Aquino filósofo posterior da Igreja e conhecedor da Alquimia ( juntamente com Alberto) Regério Bacon (1214- 1294), precursor anglo-saxônico das ciências físicas de naturais, e, por último, Mestre Eckhart (1260-1327) pensador religioso independente que hoje conhece uma verdadeira ressurreição, depois de um eclipse de seiscentos anos. 

  

Jung viu nesses movimentos um sinal precursor da Reforma (A Reforma de Lutero que dividiu a Igreja, e surgiu desde a separação entre Igreja Protestante e  Igreja Católica) se ousarmos nos aprofundar de como se deu essa Reforma, vamos compreender como esse movimento era uma mudança de percepção, e há uma grande suspeita de que se tratava de uma compensação ao predomínio cego dos poderes coletivos daquela época.

 

O impulso (energia psíquica) inconsciente encontrou sua forma de atuação em concepções mais abrangentes de uma consciência que aos poucos se separava do estado arcaico e infantil que predominava no coletivo.  

 

Havia uma necessidade muito grande de novas concepções e elas só podiam nascer de uma percepção mais ampla de uma união com as profundezas da alma. O estado de tensão entre a dominante da consciência, isto é, o princípio geralmente aceito (ou uma convicção coletiva ou um modo de ser tradicional) e as experiências místicas e numinosas com as camadas mais profundas da alma (o inconsciente) já eram por demais aparentes e a Igreja não podia mais evitar que elas acontecessem. 

 

O interior da alma humana contém aquele Homem Espiritual interior que a princípio é em parte inconsciente e é ele que impulsiona a mudança de percepção quando as representações superiores ou dominantes da psique coletivas (por exemplo crenças coletivas) se tornaram envelhecidas e já não alimentam a alma humana, então se faz necessário (como Jung observou) uma “renovação e mudança de forma” das dominantes conscientes a fim de satisfazer certas condições mudadas no exterior ou no interior da alma humana. 

 

São essas "certas condições mudadas no exterior ou no interior da alma humana" que geralmente encontram resistências das dominates conscientes até então reinantes, e por isso mesmo é visto como algo indesejado, que causa medo por ser algo estranho áquilo que já se sabe e se tem um certo apego.

 

E é nesse mesmo contexto que Jung fala das predições astrológicas de Nostradamos.

 

"Neste contexto, eu gostaria de lembrar as predições astrológicas que Maitre Michael Nostradamus fez em uma carta dirigida de Salon ao Rei Henrique II da França, em 27 de junnho de 1558."- Aion 

 

Para Jung o “Segundo” Anticristo que Nostradamus interpreta como uma antecipação de eventos em 1792 (foi entre 1700 a 1799] que o movimento Iluminismo ou Era da Razão ganhou força) de forças anticristãs, seria também uma enantiodromia que corria em paralelo com o símbolo astrológico de peixes e que se inicia claramente com o Renascimento convertendo-se em acontecimento manifesto.  

 

Esse momento era sobretudo o momento que a precessão (ponto vernal) alcançava as estrelas da cauda do segundo peixe. 

  

Nostradamus previu uma perseguição catastrófica à Igreja Cristã, considerada maior do que qualquer uma vista na África. Ele previu a ascensão de um poder infernal contra a Igreja (tudo o que era contra aquilo que a Igreja determinava era tido como algo demoníaco), chamando essa figura de o segundo Anticristo, que incitaria tribulações significativas e um retorno ao paganismo, indicando uma profunda agitação social. 

  

Naquela época acreditava-se que as grandes mudanças estavam baseadas, dentre outras coisas, em eventos astrológicos, acreditava-se que a conjunção entre júpiter (expansão) e saturno (o que dá forma) estariam intimamente ligadas a esses fenômenos coletivos. 

  

Jung cita o Cardeal Pierre D’Ailiy (Pedro de Aliaco) que escreveu acerca dessa conjunção entre Júpiter e Saturno, acreditava-se que a união dos dois grandes astros era o ponto de partida para as modificações que se seguiriam:  

 

O Cálculo se baseava nessa máxima coniunctio entre os astros, que segundo esse autor, a primeira conjunção ocorreu no ano de 3200 a.C. no signo de Áries,  "A este número acrescentaram-se, de cada vez mais 960 (no texto não fala o que simbolizaria essa numeração 960), que resulta, por fim, no anno Domini [ano de nossa era] 1693 como sendo o ano da oitava coniunctio maxima". 

  

Jung apontava para determinantes históricos que indicavam o ano de 1693 (o ano da oitava máxima coniunctio de júpiter e saturno) como início de um cálculo para o aparecimento do segundo Anticristo.  

  

Havia uma segunda tradição naquela época que baseava as mudanças ocorridas a nível coletivo em 10 revoluções de Saturno, ou seja, "A este ano em referência foi combinado com uma outra tradição baseada em períodos individuais de dez revoluções de Saturno (que se completam a cada 300 anos).  

  

De acordo com as indicações de D”Ailiy, no ano 11 a.C, encerra-se um período de Saturno (Dez revoluções de Saturno), evento ao qual ele associa o aparecimento de Cristo. No ano 289 terminou também um outro destes períodos. 

  

De modo que Jung reúne transformações a nível coletivo ocorridas após essas revoluções de Saturno: 

 

Ano 11 a.C - O aparecimento de Cristo 

Ano 289 - Surge o Maniqueísmo 

Ano 589 - Pronunciaria o advento do Islão 

Ano 1189 - Os movimentos do Espírito Santo e a importante época de Inocêncio III 

Ano 1489 - Anunciaria um Cisma da Igreja 

Ano 1789 - Por fim indicaria o advento do Anticristo (isto não tomado ao pé da letra, mas por inferência!) 

  

"Podemos admitir, sem mais, que Nostradamus conhecia estes cálculos e que corrigiu a data de 1789 por 1792. As duas datas são sugestivas e, à luz dos acontecimentos subsequentes, não é difícil mostrar que os fatos ocorridos nessa época foram precursores significativos de acontecimentos modernos. A instalação da Déesse Raison (deusa Razão) antecipou, na realidade a orientação anticristã que desde então vem sendo seguida." - Aion

 

Há claramente uma associação do Anticristo com o movimento do Iluminismo ou Era da Razão. 

  

Vale relembrar que a Revolução Francesa foi um movimento que derrubou a monarquia absolutista francesa, estabeleceu a República com base nos ideais do iluminismo de liberdade, igualdade e fraternidade, um impacto duradouro na transição da idade moderna para a Contemporânea.  

  

Jung enxerga o segundo Anticristo, como sendo um movimento coletivo, ou em outras palavras, uma nova disposição na mentalidade coletiva, que mesmo antes de eclodir já se observava um movimento contrário a fé cristã desde Francisco de Fiore, Alberto Magno, Rogério  Bacon e tantos outros e que culminou na Reforma protestante, mas agora na transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea tratava-se do movimento intelectual que defendia o uso da razão para explicar o mundo, a tolerância religiosa, a reforma política e a separação entre Igreja e Estado, esse movimento intelctual que perdura até hoje é  a “Deusa da Razão” como Jung chamava. 

  

"A expressão renovation de siècle (renovação do século) [utilizada por Nostradamus] pode significar um novo éon; constitui, no entanto, notável coincidência a adoção da nova era, a contar daquele ano, por parte da Revolução Francesa, que tinha um caráter pronunciadamente anticristão." - Aion 

 

 

 

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A era de Aquário é uma continuidade de todas as transformações que aconteceram na era de peixes. 

 

Para Von Franz "desde muito antes estava sendo preparada, na tradição alquímica, uma fundamental transformação na perspectiva que, na verdade, não era senão uma nova imagem de Deus e do homem. Esta (imagem) leva a imagem cristã oficial de Deus e do homem a uma nova plenitude e a uma maior completude. Tal transformação é um processo da psique coletiva que é a preparação de um novo éon, a Era de Aquário. C.G. Jung Seu Mito em Nossa Época 

 

 

 

 

A NÍVEL INDIVIDUAL

 

 

Podemos dizer que a Era de Peixes a nível individual também representa uma cisão, a consciência do eu-ego que se identifica cada vez mais com uma das partes da alma (a razão ou o consciente), enquanto a outra permanece uma região obscura totalmente desconhecida para o eu, mas que nem por isso deixa de influênciar ou até mesmo determinar certos fatos, acontecimentos ou fenômenos cujo eu não tem forças para mudar.

Assim a Era de Aquário, a nivel individual representa, dentre outros, o “reconhecimento” da parte da alma que jás no inconsciente, o "outro" em nós, e a sua união. 

 

A união dos opostos em um nível coletivo poderíamos falar da união entre os opostos  fé e razão, a nível individual como a união entre o consciente e inconsciente, entre o ego e a alma inconsciente, entre o homem mortal e o homem imortal, entre o indivíduo e o atmã ou Self (o homem espiritual interior ou centelha ou qualquer outra nome que o expresse). 

A necessidade de  integração, e superação entre os opostos leva a um terceiro, mas esse  não é um terceiro elemento e sim  a síntese dos opostos. 

A superação da separação ou a união dos opostos deve começar pelo indivíduo, e passa principalmente pelo reconhecimento de sua dupla natureza (os opostos),  a conscientização do mal que se expressa principalmente na sombra inconsciente.

 

"Se o éon de Peixes foi governado, ao que tudo indica, principalmente pelo tema arquetípico dos “irmãos inimigos”, por coincidência, com a aproximação do mês platônico imediato, isto é, de Aquário, coloca-se o problema da união dos opostos. Já não se trata mais de volatilizar o mal como mera privatio boni, mas de reconhecer sua existência real."- Aion 

 

Não devemos nos apegarmos as datas sobre quando realmente começa a Era de Aquário, pois como vimos acima, há acontecimentos sutis inconscientes que antedem o manifesto. Fazemos parte desses movimentos sutis que precedem à grandes mudanças a nível coletivo, tudo começa com o indivíduo. 

  

"Desde então o ponto vernal se desloca ao longo da borda sul da constelação do segundo Peixe, para entrar em seguida, paulatinamente, no Aquário, durante o terceiro milênio." - Aion 

  

O próprio Jung faz uma ressalva por ser muito vaga a data de entrada na Era de Aquário: "astrologicamente o início do próximo éon deverá situar-se entre 2000 e 2200, dependendo do ponto de partida que se escolher." Jung comenta que levando em consideração alguns fatores descritos no item 87 em seu Livro Aion, chegaríamos ao ano de 2154 para o começo da Era de Aquário. 

Não satisfeita fiz algumas pesquisas e encontrei um artigo apontando para o ano de 2150 para quem tiver interesse segue a fonte.

 

(fonte: https://planetario.ufsc.br/a-era-de-aquario/). 

 

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Joaquim de Fiore foi um abade cisterciense e filósofo místico, defensor do milenarismo e do advento da idade do Espírito Santo. 

 

O início do século XI começou uma nova era a era do Espírito - Uma das vozes mais poderosas e influentes desse movimento foi Joaquim de Fiore, cujos ensinamentos foram condenados no Quatro Concílio de Latrão em 1215. 

 

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Parece que fica claro que os dois peixes (hostis) nadando em posições contrárias simbolizavam tanto os opostos coletivos:

 

(século XI-  A Igreja como única mediadora da salvação e de experiências com o Divino VS O movimento do Espirito Santo - estes como experiências individuais numinosas com o Divino ou com as camadas mais profundas da alma o inconsciente); 

(século XVIII- Fé cristã VS Razão, Renascimento, Iluminismo); ou seja, (Cristo VS Anticristo); 

 

como os opostos internos: (consciência do eu-ego VS o inconsciente em toda sua extensão- incluindo sombra, inconsciente pessoal e coletivo) 

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Alberto Magno (1139- 1280) filósofo, escritor, cientista e teólogo católico   reverenciado como santo. Era um frade dominicano alemão e bispo. E também um Alquimista. 

Tomás de Aquino, (1225-1274), frade católico, teólogo medieval, considerado o doutor da Igreja. 

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Roger Bacon (1214-1294) frade, filósofo e Padre Inglês. 

Mestre Eckhart (1260 - 1327), frade, teólogo e filósofo 

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"Neste contexto, eu gostaria de lembrar as predições astrológicas que Maitre Michael Nostradamus fez em uma carta dirigida de Salon ao Rei Henrique II da França, em 27 de junnho de 1558."- Aion 

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"A denominação de Cristo como único peixe o identifica, na concepção astrológica, com o primeiro. o que está em posição vertical. O Anticristo sucederá a Cristo no final dos tempos. O início dessa enantiodromia deveria cair, logicamente, entre os dois peixes. Como vimos anteriormente, de fato assim o é. É na vizinhança imediata do segundo peixe que começa a época da Renascença, que dá início àquele espírito que culmina na época moderna." - Aion 

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"Este fato é de todo compreensível, em face dos acontecimentos que se achavam em gestação por essa época: o início da Reforma estava às portas. Por isso é que Lutero foi prontamente acolhido como Anticristo, e parece possível que Nostradamus tenha designado o Anticristo que surgiria depois de 1792, como sendo o segundo Anticristo, porque o primeiro já havia aparecido na pessoa do Reformador ou mesmo muito antes na pessoa de Nero ou Maomé." - Aion 

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"Baseado nas datas astrológicas já conhecidas e nas possibilidades de sua interpretação, Nostradamus pode predizer sem maiores dificuldades, o breve início da enantiodromia do éon cristão; aliás, ao fazer tal previsão, ele mesmo já estava em plena fase anticristã, e lhe servia de porta-voz." - Aion